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	<title>Soja &#187; Transgênicos</title>
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		<title>RISCOS DOS TRANSGÊNICOS NA NATUREZA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[O cultivo de qualquer variedade de planta transgênica representa um risco à variabilidade genética, pois essas plantas possuem genes que não estão presentes nas populações naturais. As áreas cultivadas são de grande extensão e estão em contato, direto ou indireto, com outras áreas que contém populações de plantas não-transgênicas. A contaminação das populações naturais por [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>O cultivo de qualquer variedade de planta transgênica representa um risco à variabilidade genética, pois essas plantas possuem genes que não estão presentes nas populações naturais. As áreas cultivadas são de grande extensão e estão em contato, direto ou indireto, com outras áreas que contém populações de plantas não-transgênicas. A contaminação das populações naturais por plantas transgênicas pode ter um efeito em cadeia de conseqüências globais, atingindo até mesmo áreas naturais protegidas.</p>
<p>O cultivo de transgênicos reforça a tendência à uniformidade genética na agricultura, com grandes monoculturas utilizando umas poucas variedades da mesma espécie. Estas variedades estão sendo selecionadas apenas em função de umas poucas características, como a resposta à adubação química no melhoramento convencional e a resistência a uma ou outra praga ou doença, ou ainda a herbicidas, no caso dos transgênicos, estreitando a variabilidade genética destas plantas, tão vital para sua adaptação e evolução no futuro. Isto torna estas culturas extremamente suscetíveis ao ataque de pragas e doenças com grandes riscos para a produção e levando a demandas cada vez maiores de controles com agrotóxicos perigosos para o meio ambiente e a saúde, cultivadas às mais distintas condições ambientais e sociais. Registram-se milhares destas variedades tradicionais de milho, feijão, arroz etc. Com o melhoramento genético científico iniciado neste século começou a substituição destas variedades e muitas se perderam, apesar de os cientistas procurarem guardá-las congeladas em bancos de germoplasma. Inclusive, para criar os transgênicos, os cientistas precisam desta ampla base genética que está se perdendo. Os transgênicos vêm acelerar esta erosão genética, estreitando as possibilidades de adaptação futura das plantas cultivadas às variações climáticas e à diversidade dos ecossistemas.</p>
<p>No constante embate entre os seres humanos e a natureza, as plantas resistentes aos insetos podem levar ao surgimento de pragas ainda mais poderosas. Os genes desenvolvidos para resistir aos insetos os aos pesticidas podem também migrar para espécies selvagens, resultando na criação de super ervas daninhas.</p>
<p>Já está comprovado que os transgênicos podem matar outros insetos além daqueles previstos nas intenções dos engenheiros genéticos. Por outro lado, já se comprovou que a toxina Bt foi incorporada por insetos que as transferiram, por sua vez, a seus predadores. A eliminação destes insetos benéficos prejudica seu papel no equilíbrio natural entre as espécies.</p>
<p>A toxina Bt (por exemplo) pode ser incorporada ao solo junto com resíduos de culturas, afetando invertebrados e/ou microorganismos que têm importante função na reciclagem de nutrientes para uso das plantas. Também o uso maciço de herbicidas nos campos cultivados com variedades em que se introduziu resistência a estes agrotóxicos, como é o caso da soja Roundup Ready, da empresa Monsanto, pode afetar a capacidade de multiplicação no solo das bactérias que retiram nitrogênio do ar e permitem a fertilização natural desta leguminosa.</p>
<p>A natureza tende a reagir às modificações realizadas nas plantas por meio da transgênese. Já foi verificado, por exemplo, que culturas, como milho e algodão, em que foram introduzidos genes retirados da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), geraram resistência crescente em espécies de mariposas cujas lagartas passaram a atacar tanto estas culturas, quanto várias outras e, inclusive, algumas plantas silvestres. Este foi também o caso de uma variedade de batata na qual foi incorporado um gene que lhe dava resistência ao fungo que provoca a &#8220;mela&#8221;. O fungo passou por uma mutação genética que lhe permitiu atacar as plantações do sul dos Estados Unidos, há alguns anos, com efeitos devastadores na produção.</p>
<p>As empresas multinacionais produtoras de transgênicos necessitam de mercados imensos, em escala global, para recuperar os investimentos na produção de cada variedade. Isto faz com que umas poucas variedades transgênicas tendam a substituir tanto as variedades melhoradas por processos convencionais, quanto as variedades selecionadas pelos próprios agricultores, chamadas locais ou tradicionais.</p>
<p>Ao longo de séculos os agricultores adaptaram variedades de espécies cultivadas às mais distintas condições ambientais e sociais. Registram-se milhares destas variedades tradicionais de milho, feijão, arroz etc. Com o melhoramento genético científico iniciado neste século começou a substituição destas variedades e muitas se perderam, apesar de os cientistas procurarem guardá-las congeladas em bancos de germoplasma. Inclusive, para criar os transgênicos, os cientistas precisam desta ampla base genética que está se perdendo. Os transgênicos vêm acelerar esta erosão genética, estreitando as possibilidades de adaptação futura das plantas cultivadas às variações climáticas e à diversidade dos ecossistemas.</p>
<p>Está demonstrada por pesquisas de universidades americanas a possibilidade de transferência espontânea, para plantas silvestres da mesma família, dos genes introduzidos numa variedade cultivada. Por exemplo, os genes introduzidos em espécies cultivadas para torná-las resistentes à herbicidas podem transferir-se espontaneamente para plantas silvestres com risco de torná-las superervas daninhas de difícil controle. Os &#8220;transgênicos&#8221; também se transferem para variedades tradicionais ou convencionais da mesma espécie em campos vizinhos.</p>
<p>O uso de plantas geneticamente modificadas para resistir ao ataque de ervas daninhas pode prejudicar os pássaros &#8211; não porque as mudanças genéticas sejam danosas a eles, mas porque matar as ervas significa menos alimento para esses animais, anunciaram ontem cientistas ingleses.</p>
<p>Segundo Andrew Watkinson, da Universidade de East Anglia, em Norwich, algumas das fazendas onde esses vegetais são empregados registraram uma queda de até 90% na quantidade de ervas &#8211; ótima notícia para os fazendeiros, mas péssima para aves famintas.</p>
<p>A equipe de Watkinson usou um computador para prever os efeitos que o cultivo de uma beterraba resistente a ervas daninhas teria no vegetal Chenopodium album, cujas sementes são uma grande fonte de alimento para as cotovias. &#8220;Previmos que as populações dessas ervas poderiam ser reduzidas a níveis baixos ou praticamente erradicadas, dependendo da forma de manuseio da terra&#8221;, escreveram eles em seu estudo, publicado na revista Science.</p>
<p>&#8220;Os efeitos nos pássaros podem ser graves, porque tais reduções representam uma importante perda de fontes alimentares&#8221;, prosseguiram os pesquisadores.</p>
<p>Segundo Watkinson, esses resultados provavelmente se aplicam em grande escala a outras plantas, ervas daninhas e sementes consumidas pelos pássaros. (Reuters)</p>
<p>Pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa anunciaram ontem que encontraram mais evidências de que o pólen de milho transgênico pode ser mortal para as borboletas monarca, estimulando os ambientalistas a renovarem exigências para restringir mais rigidamente esse cultivo.</p>
<p>O estudo, publicado na revista Oecologia, surge pouco depois de a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos lançar sua análise defendendo a segurança das plantações de milho e algodão modificados para conterem um gene que combate pragas.</p>
<p>Segundo os pesquisadores John Obrycki e Laura Hansen, as chances de as lagartas das borboletas monarca multiplicavam por sete sua chance de morrer quando se alimentavam em plantas carregadas com o pólen do milho transgênico Bt, comparado com o milho convencional.</p>
<p>Bactéria &#8211; Bt é a abreviatura de Bacillus thuringiensis, uma bactéria do solo que age como pesticida. O gene foi inserido em milhares de hectares de plantações americanas de algodão e milho para repelir a broca do milho européia e outros tipos de pragas.</p>
<p>Os pesquisadores colocaram vasos com plantas dentro de milharais transgênicos e em volta deles para simular condições naturais de ocorrência.</p>


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		<title>RISCOS DOS TRANSGÊNICOS NA SAÚDE</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:56:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ser desconhecida a extensão das modificações geradas pela manipulação genética, o consumo de produtos transgênicos representa um risco à saúde. A construção de plantas transgênicas é um processo de conseqüências imprevistas, pois a inserção de novos genes podem levar ao aparecimento de características inesperadas, como proteínas alergênicas ou toxinas. No que se refere à [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por ser desconhecida a extensão das modificações geradas pela manipulação genética, o consumo de produtos transgênicos representa um risco à saúde. A construção de plantas transgênicas é um processo de conseqüências imprevistas, pois a inserção de novos genes podem levar ao aparecimento de características inesperadas, como proteínas alergênicas ou toxinas.</p>
<p>No que se refere à saúde humana, teme-se que alimentos produzidos com organismos geneticamente modificados possam aumentar, intencional ou inadvertidamente, o nível de toxinas naturais já existentes em muitas plantas, produzindo enfermidades diversas, assim como provocar novas alergias, gerar resistência a antibióticos (usados nessas plantas transgênicas) ou mesmo alterar o valor nutricional e o gosto dos alimentos. Há, também, efeitos indiretos, como a maior presença de resíduos de herbicidas ou pesticidas nos alimentos, produzidos a partir de plantas que tornaram-se resistentes a esses herbicidas, em razão da própria engenharia genética.</p>
<p>Os alimentos transgênicos poderiam aumentar as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem. Há evidencias de que os cultivos transgênicos podem proporcionar um potencial aumento de alergias em relação a cultivos convencionais . O laboratório de York, no Reino Unido, constatou que as alergias à soja aumentaram 50% naquele país, depois da comercialização da soja transgênica.</p>
<p>Alimentos transgênicos contendo genes que conferem resistência à antibióticos podem provocar a transferência desta característica para bactérias existentes no organismo humano, tornando-as uma ameaça sem precedentes à saúde pública. Cobaias alimentadas com transgênicos têm apresentado alterações em seu sistema imunológico e em vários órgãos vitais. Outras substâncias benéficas, inclusive que protegem contra o câncer, podem ser diminuídas. Finalmente, há evidências científicas da ação cancerígena dos atuais níveis de resíduos de glifosato permitidos pela legislação americana, enquanto a multinacional Monsanto está pedindo que se multiplique por três o nível de resíduos permitido na soja transgênica resistente a este insumo.</p>
<p>Apesar destes riscos, alimentos transgênicos já estão a venda. No entanto, como os cultivos transgênicos não são segregados dos tradicionais, e como a regulação de rotulagem é inadequada, os consumidores estão sendo impedidos de exercer o seu direito de escolha, uma vez que não há como identificá-los.</p>


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		<title>DESVANTAGENS DOS TRANSGÊNICOS</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:56:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao liberar os transgênicos, o país deixa um nicho do mercado europeu, que não quer comprar produtos geneticamente modificados. Quem é contra, afirma que não há pesquisa suficiente sobre o assunto. Pequenos agricultores teriam dificuldades em ter acesso aos transgênicos. Poucas empresas detêm o conhecimento para o desenvolvimento de transgênicos. O Brasil só tem a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao liberar os transgênicos, o país deixa um nicho do mercado europeu, que não quer comprar produtos geneticamente modificados.</p>
<p>Quem é contra, afirma que não há pesquisa suficiente sobre o assunto.</p>
<p>Pequenos agricultores teriam dificuldades em ter acesso aos transgênicos.</p>
<p>Poucas empresas detêm o conhecimento para o desenvolvimento de transgênicos.</p>
<p>O Brasil só tem a ganhar se mantendo livre de transgênicos, que prejudicam a natureza e contaminam variedades convencionais, diminuindo a liberdade de escolha de agricultores e consumidores</p>


<p></p>]]></content:encoded>
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		<title>VANTAGENS DAS PLANTAS TRANSGÊNICAS</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tecnologia GM tem sido utilizada para produzir uma variedade de plantas para alimentação, principalmente com características preferidas pelo mercado, algumas das quais têm se tornado sucessos comerciais. Os desenvolvimentos resultantes em variedades comercialmente produzidas em países como os Estados Unidos e Canada têm se centralizado no aumento de vida em prateleira de frutas e [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>A tecnologia GM tem sido utilizada para produzir uma variedade de plantas para alimentação, principalmente com características preferidas pelo mercado, algumas das quais têm se tornado sucessos comerciais. Os desenvolvimentos resultantes em variedades comercialmente produzidas em países como os Estados Unidos e Canada têm se centralizado no aumento de vida em prateleira de frutas e vegetais, dando resistência contra pragas de insetos ou viroses, e produzindo tolerância a determinados herbicidas. Enquanto essas características têm trazido benefícios aos agricultores, os consumidores dificilmente notaram qualquer benefício além de, em casos limitados, um decréscimo nos preços devido a custos reduzidos e aumento da facilidade de produção (University of Illinois, 1999; Falck-Zepeda et al 1999).</p>
<p>Uma possível exceção é o desenvolvimento da tecnologia GM que retarda a maturação da fruta e dos vegetais, desta forma permitindo um aumento do tempo de armazenamento. Os agricultores seriam os beneficiados com esse desenvolvimento pela flexibilidade aumentada na produção e colheita. Os consumidores se beneficiariam pela disponibilidade de frutas e vegetais, tais como tomates transgênicos modificados para amolecerem mais devagar do que as variedades tradicionais, resultando em maior tempo de prateleira e custos decrescentes de produção, melhor qualidade e preço mais baixo. É possível que agricultores , em países em desenvolvimento, possam beneficiar-se consideravelmente de colheitas com tempos maiores de amadurecimento ou amaciamento, pois este fato lhes permitiria maior flexibilidade na distribuição do que no presente. Em muitos casos, pequenos agricultores sofrem perdas substanciais devido ao amadurecimento ou amolecimento excessivo de frutas ou vegetais.</p>
<p>O verdadeiro potencial da tecnologia GM para enfrentar algumas dessas mais sérias dificuldades da agricultura mundial apenas recentemente começaram a ser exploradas. Os seguintes exemplos mostram o uso da tecnologia GM aplicada a alguns dos problemas específicos da agricultura, indicando o potencial para obter benefícios:</p>
<p>Resistência a pragas.</p>
<p>Há claramente um benefício para os agricultores se plantas transgênicas forem desenvolvidas para que sejam resistentes a uma praga específica. Por exemplo, a papaia que é resistente ao vírus Ringspot tem sido comercializada e plantada no Hawai desde 1996 (Gonsalves 1998). Poderá haver também um benefício para o meio ambiente se o uso dos pesticidas for reduzido. Plantações transgênicas, contendo genes resistentes aos insetos do Bacillus thurríngiensis, permitiram reduzir significativamente a quantidade de inseticida aplicado no algodão nos Estados Unidos. Uma análise, por exemplo, mostrou uma redução de 5 milhões de acres tratados (2 milhões de hectares) ou cerca de 1 milhão de quilogramas de inseticidas químicos em 1999, quando comparados ao ano de 1998 (U.S. National Research Council, 2000). Entretanto, as populações de pragas ou de organismos causadores de doenças adaptam-se rapidamente e tornam-se resistentes aos inseticidas, e não temos razão para acreditar que isso não acontecerá igualmente rapidamente com as plantas transgênicas. Além do mais, os biotipos de pragas são diferentes em várias regiões. Por exemplo, plantações resistentes, desenvolvidas para serem utilizadas nos Estados Unidos e no Canada, poderão ser resistentes a pragas que não preocupam nos países em desenvolvimento, e isto é verdadeiro seja para plantas transgênicas como para aquelas que são desenvolvidas através de técnicas convencionais de cruzamento. Mesmo quando os mesmos genes que conferem resistência para insetos ou herbicidas podem ser úteis em diferentes regiões, estes terão de ser introduzidos em cultivares adaptados localmente.. Há necessidade, portanto, de mais pesquisa com plantas transgênicas, que tenham se mostrado resistentes a pragas regionais, para verificar sua sustentabilidade em face do aumento de pressões diante de pragas ainda mais virulentas.</p>
<p>Colheitas mais abundante.</p>
<p>Uma das tecnologias mais importantes , que deram origem à &#8220;Revolução Verde&#8221; foi o desenvolvimento de variedades de trigo semi-anão de alto rendimento. Os genes responsáveis pela redução da altura foram genes NORIN 10 do Japão, introduzidos nos trigais ocidentais na década de 1950 (Genes insensíveis a giberelina que induzem o caráter anão). Estes genes tinham dois benefícios: eles produziam uma planta mais baixa, mais forte, que respondia ao fertilizante sem cair, e aumentava o rendimento da safra diretamente reduzindo o alongamento das células nas partes vegetativas, desta forma permitindo que a planta desenvolvesse mais suas partes reprodutivas, que são comestíveis. Estes genes têm sido recentemente isolados e foi demonstrado que agem da mesma forma quando utilizados para transformar outras espécies de plantas importantes como alimento (Peng et al 1999). Esta técnica de produzir nanismo pode agora ser potencialmente utilizada para aumentar a produtividade em quaisquer plantas onde o rendimento comercial está em suas partes reprodutivas ao invés de suas partes vegetativas.</p>
<p>Tolerância a pressões bióticas o e abióticas.<br />
O desenvolvimento de plantações que têm uma resistência inata ao stress biótico ou abiótico ajudaria a estabilizar a produção anual. Por exemplo, o vírus Mottle Amarelo do arroz (RYMV) devasta os arrozais da África destruindo a maioria das plantações diretamente, com um efeito secundário em quaisquer plantas que sobrevivem e que as torna mais suscetíveis às infeções por fungos. Como resultado, este vírus tem ameaçado seriamente a produção de arroz na África. Tentativas convencionais para controlar o RYMV utilizando os métodos tradicionais de cruzamento foram insuficientes para introduzir resistência das espécies selvagens ao arroz cultivado. Os pesquisadores utilizaram uma nova técnica, que é similar à &#8220;imunização genética&#8221; através da criação de plantas de arroz transgênico resistentes ao RYMV (Pinto et al 1999). As variedades transgênicas resistentes estão atualmente quase prontas para entrarem em testes nos campos para testar a efetividade de sua resistência ao RYMV. Isto poderia trazer uma solução à ameaça do perigo de perda total das plantações de arroz na região do sub-Saara da África.</p>
<p>Numerosos outros exemplos poderiam ser dados para ilustrar a amplitude da atual pesquisa cientifica incluindo plantas transgênicas, inclusive plantas transgênicas modificadas para combater o vírus redondo da papaia (Souza et al 1999), e a bactéria que traz a ferrugem na folha (Zhai et al 2000); ou como exemplo de stress abiótico, produzir ácido cítrico nas raízes e proporcionar melhor tolerância ao alumínio em solos ácidos (de la Fuente et al 1997). Estes exemplos têm claro potencial comercial, porém será essencial manter pesquisa financiada por fundos públicos em tecnologia GM para que seus amplos benefícios sejam conseguidos. Por exemplo, enquanto a tecnologia GM dá acesso a novas fontes genéticas de resistência, tem que ser estabelecido que estas fontes de resistência serão mais estáveis do que as fontes tradicionais intra- espécies.</p>
<p>Uso de terras marginalizadas.</p>
<p>Grandes áreas de terra em todo o mundo, seja nas costas como nas áreas internas, têm sido marginalizadas por causa de salinidade e alcalinidade excessivas. Um gene de tolerância à salinidade em manguezais, identificado em Avicennia marina, foi clonado e transferido para outras plantas. Verificou-se que as plantas transgênicas são tolerantes a maiores concentrações de sal. O gene gutD de E.coli também tem sido utilizado para gerar milho transgênico tolerante ao sal (Liu et al 1999). Tais genes são uma fonte em potencial para desenvolver plantas que possam ser usadas em terras marginalizadas (M.S. Swaminathan, comunicação pessoal, 2000).</p>
<p>Benefícios nutricionais.<br />
A deficiência de vitamina A causa cegueira, parcial ou total, em meio milhão de crianças todos os anos (Conway e Toennissen, 1999)). Métodos tradicionais de cruzamento não têm permitido obter plantas que produzam safras contendo altas concentrações de vitamina A e a maioria das autoridades nacionais tem se apoiado em programas de suplementação vitamínica caros e complicados para solucionar o problema. Os pesquisadores têm introduzido três novos genes no arroz &#8211; dois do narciso silvestre e um de um micro organismo. O arroz transgênico demonstra ter uma produção aumentada de beta caroteno, precursor da vitamina A, e a semente é amarela (Ye et al 2000). Este arroz amarelo, ou dourado, poderá ser uma ferramenta útil para ajudar a tratar do problema da deficiência da vitamina A de crianças vivendo nos trópicos.</p>
<p>A adição de ferro nos alimentos é necessária, porque os grãos de cereais são deficientes em micro nutrientes essenciais, tais como o ferro. A deficiência de ferro causa anemia em mulheres grávidas e crianças pequenas. Cerca de 400 milhões de mulheres na idade de poder gerar crianças sofrem por causa dessa deficiência e têm maiores possibilidades de ter crianças nati mortas ou com baixo peso e de morrerem ao dar a luz. A anemia tem sido identificada como fator que contribui com mais de 20% das mortes pós-parto na Ásia e África (Conway 1999). O arroz transgênico com elevados níveis de ferro foi produzido usando-se genes envolvidos na produção de proteínas que ligam ferro e na produção de uma enzima que facilita a disponibilidade de ferro na dieta humana (Goto et al, 1999). Estas plantas contem 2 a 4 vezes mais ferro do que normalmente encontrado em arroz não-transgênico, mas a biodisponibilidade de ferro terá que ser determinada após maiores estudos. 4.9 Impacto reduzido no meio ambiente A disponibilidade de água e seu uso eficiente têm se tornado questões globais. Os solos sujeitos à lavoura intensiva (aração), para controlar as ervas daninhas e a preparação dos canteiros para as sementeiras, mostram-se propícios à erosão, e há séria perda do conteúdo de água. Sistemas que não utilizam muito a aração da terra têm sido utilizados durante muitos anos em comunidades tradicionais. É necessário desenvolver plantações que prosperem nessas condições, inclusive com a introdução de resistência a doenças das raízes, atualmente controladas pela aração do campo e herbicidas que podem ser utilizados como substitutos da aração (Cook 2000). Aplicações em países mais adiantados mostram que a tecnologia GM oferece uma ferramenta útil para a introdução de resistência a doenças das raízes em condições onde a redução da aração seria benéfica, porém seria necessária uma cuidadosa análise da relação custo-benefício para assegurar que a máxima vantagem seja conseguida. Diferenças regionais em sistemas de agricultura e o impacto potencial de substituir uma plantação tradicional com uma nova transgênica também teriam que ser cuidadosamente avaliados.</p>
<p>Outros benefícios de plantas transgênicas.<br />
A primeira geração de variedades transgênicas beneficiaram muitos agricultores com custos de produção reduzidos e safras maiores, ou ambos. Em muitos casos, eles também beneficiaram o meio ambiente pelo uso reduzido de pesticidas ou proporcionando meios de fazer crescer plantações com menos aração. Os insetos são responsáveis por enormes perdas nas plantações, nos campos e também nos produtos armazenados, em trânsito ou nos silos, porém a preocupação com os consumidores e com o impacto ambiental tem limitado o registro de muitos pesticidas químicos. Os genes de resistência a pragas dão uma oportunidade alternativa para reduzir o uso de pesticidas químicos em muitas plantações importantes. Além do mais, podem diminuir a contaminação em nossos suprimentos de alimentos por patogenos que trazem problemas para a saúde (e.g. micotoxinas), o que seria um benefício para agricultores e consumidores.</p>
<p>Vacinas e produtos farmacêuticos derivados de plantas transgênicas.</p>
<p>Vacinas são disponíveis em países em desenvolvimento para muitos tipos de doenças que causam a morte ou desconforto, porém muitas vezes elas são caras para produzir e utilizar. A maioria deve ser armazenada sob refrigeração e administradas por pessoal especializado, sendo que tudo isso envolve custos. Mesmo o custo das agulhas para aplicar as vacinas é proibitivo em alguns países. Como resultado, muitas vezes as vacinas não chegam até aquelas pessoas que mais necessitam delas. Os pesquisadores estão atualmente investigando o potencial da tecnologia GM para produzir vacinas e farmacos com plantas. Isso traria acesso mais fácil, produção mais barata e um modo alternativo para gerar renda. Vacinas contra doenças infecciosas do trato gastro-intestinal têm sido produzidas em plantas tais como batatas e bananas (Mason H.S.;Amtzen C.J. 1995). Outro alvo apropriado seriam os cereais. Um anticorpo contra o câncer, recentemente identificado em sementes de arroz e de trigo, reconhece células cancerosas de câncer do pulmão, de mama e do cólon e, portanto, poderia ser útil no futuro, seja no diagnóstico ou na terapia (Stoger et al 2000). Estas tecnologias estão no início do seu desenvolvimento e existem óbvias preocupações com a saúde dos seres humanos e a segurança do meio ambiente. As pesquisas devem ser feitas durante sua produção, antes que tais plantas possam ser aprovadas como plantações especiais. Contudo, o desenvolvimento de plantas transgênicas para produzir agentes terapêuticos tem enorme potencial para ajudar na solução de problemas com a saúde nos países em desenvolvimento.</p>
<p>Cerca de um terço dos medicamentos utilizados hoje em dia são derivados das plantas, sendo a aspirina (a forma acetilada de um produto natural das plantas, o ácido salicílico) um dos exemplos mais famosos. Acredita-se que menos de 10% das plantas medicinais tenham sido identificadas e caracterizadas, e existe o potencial de utilizar-se a tecnologia GM de forma a aumentar as safras dessas substancias medicinais, uma vez identificadas. Por exemplo, os valiosos agentes anti-carcerígenos vinblastina e vincristina são os únicos fármacos aprovados para o linfoma de Hodgkins. Ambos são derivados da pervinca de Madagascar, que os produz em concentrações mínimas, juntamente com outros 80-100 produtos químicos muito semelhantes. Os compostos terapêuticos são, portanto, muito caros para serem produzidos. Atualmente há uma intensa pesquisa para investigar o uso potencial da tecnologia GM para aumentar o rendimento de componentes ativos, ou permitir sua produção em outras plantas que sejam mais fáceis de cultivar do que a pervinca.</p>
<p>Recomendamos que a pesquisa em plantas transgênicas e seu desenvolvimento deve ser focalizada em plantas que (i) melhorem a estabilidade da produção; (ii) assegurem benefícios nutricionais ao consumidor; (iii) reduzam impactos no meio ambiente da agricultura intensiva e extensiva; e (iv) aumentem a disponibilidade de produtos farmacêuticos e vacinas; enquanto (v) forem desenvolvidos protocolos e normas que assegurem que as plantações transgênicas propostas para produtos farmacêuticos, produtos químicos industriais, etc., isto é, para substâncias não alimentícias , não se misturem com plantações transgênicas ou não-transgênicas.</p>


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		<title>SOJA TRANSGÊNICA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:55:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao ser reformada, a soja ganha um gene que a faz resistir a um herbicida específico, chamado Round up ready (da Monsanto), construído para matar todas as ervas daninhas de uma só vez. 1. A soja comum tem pequena tolerância ao glifosato, principal ingrediente do herbicida Roundup, da Monsanto, que inibe uma proteína essencial, a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ser reformada, a soja ganha um gene que a faz resistir a um herbicida específico, chamado Round up ready (da Monsanto), construído para matar todas as ervas daninhas de uma só vez.</p>
<p>1. A soja comum tem pequena tolerância ao glifosato, principal ingrediente do herbicida Roundup, da Monsanto, que inibe uma proteína essencial, a EPSPS. Outros organismos têm genes que conferem maior tolerância ao herbicida, porque alteram a EPSPS, impedindo sua inibição pelo glifosato. Mesmo na presença do veneno em altas doses, esses organismos com EPSPS &#8220;vitaminada&#8221; conseguem se desenvolver normalmente</p>
<p>2. Por meio de técnicas da engenharia genética, o gene que possibilita a síntese da EPSPS modificada é transferido de uma bactéria (Agrobacterium) para o material genético da soja, gerando as plantas transgênicas, mais resistentes ao herbicida.</p>
<p>Para que serve a soja transgênica?</p>
<p>1. No cultivo da soja não-transgênica, herbicidas chamados &#8220;pré-emergentes&#8221; são usados antes do plantio para matar as ervas daninhas já presentes</p>
<p>2. Após o brotamento da soja, uma segunda rodada de agrotóxicos (os &#8220;pós-emergentes seletivos&#8221;) matam as ervas surgidas sem afetar a própria soja. O agricultor tem apenas uma semana para aplicar os herbicidas pós-emergentes; se esperar mais, pode prejudicar os pés de soja</p>
<p>3. Como a soja transgênica se torna mais tolerante ao glifosato, o herbicida pode ser usado a qualquer momento, mesmo com a soja já crescida. Segundo a Monsanto, essa maior flexibilidade otimiza o controle das ervas daninhas</p>
<p>Após o parecer favorável dado pela CTNBio, o governo brasileiro está prestes a liberar o plantio de soja transgênica, da variedade Roundup-Ready da Monsanto.</p>
<p>Um novo estudo, realizado por um time de cientistas da Bélgica e publicado no European Journal of Food Research Technology, aponta erros na descrição da soja transgênica Roundup Ready (RR) feita pela própria Monsanto. O relatório indica a presença de &#8220;um segmento de 534 pares de base do DNA, cuja seqüência homóloga não pôde ser detectada&#8221;. Os cientistas concluíram que &#8220;durante a integração do DNA inserido, grande parte pode ter sido apagada ou novos arranjos podem ter ocorrido&#8221;.</p>
<p>A descoberta indica claramente que a soja geneticamente modificada Roundup Ready, autorizada a ser consumida em vários países, a partir da descrição feita pela própria Monsanto das suas alterações genéticas, não é a mesma que está sendo vendida em muitos países</p>


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		<title>TIPOS DE PLANTAS TRANSGÊNICAS</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem vários tipos de plantas transgênicas à disposição no mercado, cada uma delas oferecendo diferentes características, como resistência a herbicidas químicos, a insetos predadores ou a viroses que atingem as lavouras. O cultivo de plantas resistentes a herbicidas químicos resulta em áreas muito extensas de monoculturas resistentes a apenas um determinado agrotóxico. A utilização em [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem vários tipos de plantas transgênicas à disposição no mercado, cada uma delas oferecendo diferentes características, como resistência a herbicidas químicos, a insetos predadores ou a viroses que atingem as lavouras.</p>
<p>O cultivo de plantas resistentes a herbicidas químicos resulta em áreas muito extensas de monoculturas resistentes a apenas um determinado agrotóxico. A utilização em larga escala de um herbicida químico gera o risco de contaminação, empobrecimento do ecossistema da área cultivada e de extermínio de lavouras não-transgênicas próximas.</p>
<p>As plantas transgênicas resistentes a insetos produzem toxinas que afetam apenas algumas espécies predadoras, de modo que as lavouras continuem suscetíveis às demais pragas, permanecendo a necessidade de utilização de pesticidas químicos. A diminuição violenta ou o desaparecimento das espécies de insetos afetadas pelas toxinas das plantas transgênicas podem desencadear um desequilíbrio na cadeia alimentar, causando perda da biodiversidade. Existe também o risco de desenvolvimento de resistência à toxina pelas espécies-alvo, o que já ocorreu amplamente com os pesticidas químicos.</p>
<p>A resistência a viroses é obtida através da inserção de genes virais no genoma da planta. A utilização dessa técnica pode levar a uma recombinação entre os genes virais inseridos e os genes dos vírus que venham a infectar as plantas, podendo levar ao surgimento de novos e mais violentos tipos de vírus.</p>


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		<title>COMO É FEITA PLANTA TRANSGÊNICA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:54:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[1. Separa-se uma célula do microorganismo (uma bactéria, por exemplo) cujo gene será usado para conferir a característica desejada à planta (como resistência a herbicidas). Da célula, retira-se uma molécula de DNA e, desta, isola-se o gene responsável pela produção da enzima imune a herbicidas. 2. O gene isolado é modificado em laboratório e produzido [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Separa-se uma célula do microorganismo (uma bactéria, por exemplo) cujo gene será usado para conferir a característica desejada à planta (como resistência a herbicidas). Da célula, retira-se uma molécula de DNA e, desta, isola-se o gene responsável pela produção da enzima imune a herbicidas.</p>
<p>2. O gene isolado é modificado em laboratório e produzido em série, sinteticamente. Cada gene sintético tem um marcador (uma marca) que designa sua capacidade de resistir ao herbicida e que também vai garantir que o gene se manifeste dentro da célula da planta.</p>
<p>3. Os genes sintéticos são, em seguida, misturados com partículas de ouro e colocados dentro de um equipamento chamado &#8220;Particle gun&#8221;, que vai bombardeá-lo no núcleo das células da planta.</p>
<p>Cientistas australianos anunciaram que desenvolveram uma vacina para tornar plantas imunes a vírus e viabilizar modificações genéticas de alimentos com um método que poderia reduzir as preocupações dos consumidores.</p>
<p>A vacina poderia aumentar a colheita de grãos como trigo e cevada em até 30 por cento ao ativar os mecanismos de defesa das plantas para combater as doenças antes da planta ser afetada &#8212; da mesma forma que uma injeção no braço pode proteger seres humanos contra a gripe.</p>
<p>Mas diferente de outras formas de modificação genética de alimentos, bastante rejeitadas por consumidores em todo o mundo, a nova técnica australiana não altera as plantas inserindo um gene estranho. Simplesmente, ela desativa um gene já existente.</p>
<p>&#8220;Desse ponto de vista, essa talvez seja (a técnica) mais aceitável para os consumidores&#8221;, disse o cientista Peter Waterhouse na quarta-feira.</p>
<p>A vacina poderia ser usada para desativar alguns genes das plantas e produzir café sem cafeína e muitas outras mudanças que não alteram a estrutura protéica, explicou Waterhouse, cientista da Organização Comunitária de Pesquisa Industrial e Científica.</p>
<p>A técnica também pode desativar genes indesejáveis que produzem alérgenos em nozes ou pólen.</p>


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		<title>DEFINIÇÃO DE PLANTA TRANSGÊNICA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:54:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Plantas transgênicas são aquelas que contêm um ou mais genes introduzidos por meio da técnica de transformação genética. Através desta técnica, um ou mais genes são isolados bioquimicamente e inseridos numa célula. Em seguida, esta célula se multiplica e origina uma nova planta, carregando cópias idênticas do gene. As plantas transgênicas são também chamadas de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Plantas transgênicas são aquelas que contêm um ou mais genes introduzidos por meio da técnica de transformação genética. Através desta técnica, um ou mais genes são isolados bioquimicamente e inseridos numa célula. Em seguida, esta célula se multiplica e origina uma nova planta, carregando cópias idênticas do gene. As plantas transgênicas são também chamadas de organismos geneticamente modificados (OGM).</p>
<p>Os transgênicos, são obtidos através de engenharia genética, por meio de &#8220;transplantes&#8221; de segmentos de DNA, não só entre espécies diferentes como entre gêneros, grupos&#8230; por exemplo: genes de peixe em plantas, genes humanos em porcos.</p>


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		<title>O QUE É TRANSGÊNICOS</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 01:53:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A interferência do homem nos ciclos biológicos de microorganismos, plantas e animais, buscando soluções para problemas cotidianos e melhor qualidade de vida, é um processo muito antigo que chamamos de biotecnologia. As técnicas clássicas de melhoramento de plantas e animais e o controle de alguns processos de microorganismos trouxeram, e trazem até hoje, muitas vantagens [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p>A interferência do homem nos ciclos biológicos de microorganismos, plantas e animais, buscando soluções para problemas cotidianos e melhor qualidade de vida, é um processo muito antigo que chamamos de biotecnologia.</p>
<p>As técnicas clássicas de melhoramento de plantas e animais e o controle de alguns processos de microorganismos trouxeram, e trazem até hoje, muitas vantagens para a população humana. A engenharia genética permite a construção de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgênicos, trazendo benefícios como a produção de vacinas e antibióticos mais eficientes, mais baratos e em larga escala.</p>
<p>Diferente das demais utilizações da biotecnologia, a produção, cultivo e consumo de plantas transgênicas vem gerando uma polêmica mundial quanto aos riscos que esta tecnologia possa representar para a saúde humana e para os ecossistemas. Muito embora não existam informações suficientes para atestar sua segurança, as plantas transgênicas já estão sendo amplamente cultivadas e comercializadas em muitos países.</p>


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