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DOENÇAS FOLIARES NA SOJA
Tratando-se de doenças foliares da soja, destacam-se duas situações, uma antes de 1990, e a outra após esta data.
No primeiro momento, o número de doenças era restrito, ocorriam de forma isolada, em localidades diferentes, sem causar maiores danos econômicos. Era algo a ser estudado como curiosidade. A morte em reboleira (Rhizoctonia solan) era a situação que melhor caracterizava a doença, e ocorria próximo ao florescimento, isto devido ao teor de matéria orgânica que os solos naturais e de matas recém incorporadas apresentavam num cultivo intensivo. Depois outras doenças se instalaram, como o ataque da mancha foliar, conhecida por “olho-de-rã’’. Hoje, devido às variedades resistentes estas doenças estão sob controle”.
Após 1990 as doenças começaram a causar significativos danos nos rendimentos econômicos. Como causas do aparecimento de novas doenças destacam-se diversos fatores tais como: Compactação do solo, monocultura e introdução de doenças provenientes de outros países através de sementes.
As pesquisas adquiriram um caráter importante. Os melhoramentos genéticos, as novas tecnologias, deram início a grandes projetos de pesquisas. O controle das doenças através da resistência genética é o modo mais eficaz e econômico para o controle da maioria das doenças. No entanto, não há disponibilidade no mercado de cultivares resistentes a todas as doenças. A eliminação, ou a manutenção sob controle das doenças depende de pesquisas, com base no conhecimento das exigências específicas de cada doença, juntamente com a cultivar; a integração de práticas culturais como rotação de culturas; a resistência varietal; processos de tratamentos químicos das partes aéreas; adubação; calagem; plantio direto; densidade no plantio; controle de ervas daninhas e outros.
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