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EXPANÇÃO MUNDIAL DA SOJA
O cultivo se expandia e a exportação também. Em 1907, a Inglaterra importou 500 toneladas do produto e, em 1910, os Estados Unidos fizeram a primeira importação do óleo de soja (Mattos, 1986, p.196). Em alguns países da Europa como na Inglaterra, França e Itália, as tentativas de cultivo realizadas não tiveram grande êxito. Devido ao clima eram necessárias variedades extremamente precoces. Por isso, a soja, embora cultivada como forrageira, não é uma cultura importante na maioria dos países europeus.
Nos Estados Unidos, ao contrário da Europa, a cultura da soja adaptou-se muito bem ao clima. Sua importância para a produção de grãos aumentou por possuir alta capacidade de rendimento e baixo custo de colheita, se comparada a outras leguminosas. A cada ano aumentava a área cultivada, mas apenas a partir de 1941, a área destinada à produção de soja em grãos superou a que era destinada ao cultivo como forrageira. Um fato fundamental para essa expansão foi a política de restrição a produção de milho e do algodão, adotada pelo governo.
Na América do Sul, principalmente Brasil, Argentina, Paraguai e Colômbia, a soja ganhou impulso a partir de 1950 e encontrou ótimas condições agroclimáticas para seu desenvolvimento, o que fez com que já no ano de 1976, se tornasse o segundo maior produtor mundial, em termos continentais. Na África, embora tenha havido experimentos com soja em vários países, não foram alcançados resultados satisfatórios. Na Austrália, a partir dos anos 70, a soja tornou-se uma cultura importante (Mattos, 1986).
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